Obrigada, M. Vaz, pela partilha de sublimes imagens, como esta, q ousei fazer flutuar aqui na minha Alma, no meu cantinho....
Bem Hajas...:)
Paixão. Atirou-lhe rosas vermelhas que a magoaram
Na cara. Levantou as saias (num gesto espontâneo
de Protecção) e cobriu-a com o algodão leve da combinação.
Havia lágrimas. Como havia alguma podridão de espírito
A embaciar as vidraças. Um raio de sol casto atravessou-as
E, por um ponto único, deu-lhe a mão, pedindo-lhe que as
Baixasse.
Maria Gabriela Llansol
Revi hoje este filme pela segunda vez. Continua a incomodar-me a extrema violência, aquele ódio a consumir os corações de pessoas como nós. Pensei que desta vez, porque já tinha visto, não me iria sensibilizar tanto. Mas o prazer que os carrascos retiram de ver o sofrimento alheio, prazer que é excitado pelo sofrimento, como se fosse um círculo vicioso infinito, a força dos olhares de Jesus, Maria e Madalena, em interpretações soberbas, cheias de força. Todo o filme é extremamente intenso. Independentemente dos efeitos que este tema actualmente possa suscitar na política internacional e da fé 'devastadora' de Mel Gibson, creio que se trata de 'factos'. Factos tal como são retratados na Bíblia Sagrada. Concerteza que um católico verá o filme de uma forma que o não católico nao poderá ver. Apesar disso, se nos lembrarmos que são 'factos' e se nos abstrairmos da 'culpa', poderemos apreciar um filme a todos os títulos marcante. Até ao fim, mesmo depois de acabar. E mesmo pelo segunda, terceira, quarta vez.

Li algures um artigo no qual se dizia que muitas das coisas que lemos na internet são falsas, nomeadamente a atribuição de textos a autores errados, sublinhando-se que a intenet é assim uma fonte de desinformação ao mesmo tempo que é uma fonte de informação. Devemos estar atentos, pois os autores merecem todo o nosso respeito quer pelo seu trabalho, quer pelas pessoas lindas que tantos são.
Mas por vezes, o teor dos textos, incorrectamente atribuidos a autores errados, toca-nos no mais fundo da alma. Ficamos em dilema entre o respeito devido aos autores e o que aquelas palavras, que não se sabe de quem são, fazem por nós... e por vezes salvam-nos, segurando-nos nos momentos mais dificeis da vida.
O que me leva a concluir que tão importante como o nome que assina um texto, é o que nos diz esse texto. Quem sabe quem assina com o nome de outro, mais famoso, não encontrou nisso a única forma de fazer ouvir a sua voz? E que vozes, por vezes vêem ao nosso encontro! Vozes de amigos verdadeiros, porém desconhecidos...
Duvido que a ser como se diz uma paródia o caso tivesse chegado, como chegou a jornais de tiragem nacional! Bem sei que (des)comunicam,mas não acredito que chegassem a este nivel de mentira.Saber apagar e apagar-se
penosa necessidade
Acender o cachimbo lentamente
fingir que não se ouve não se sente
Em silêncio dizer com os olhos muito longe
Felicidade felicidade
(Mário Dionísio)
Abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra, e vimos como que um mar de fogo. Mergulhados nesse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizava e fazia estremecer de pavor. (Devia ter sido ao deparar com esta vista, que dei esse "ai!", que dizem ter-me ouvido). Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Essa visão só durou um momento, graças à nossa bondosa Mãe do Céu, que na primeira aparição tinha prometido levar-nos para o Céu. Sem isso, acho que teriamos morrido de terror e de medo.
Hoje descobri um blogue dedicado á Irmã Lúcia hoje. Depressa o linkei ali ao lado. Não sei de melhor forma de começar um domingo.
Os cabelos embora o vento passe
Já não se agitam leves. O seu sangue,
Gelando, já não tinge a sua face.
Os olhos param sob a fonte aflita.
Já nada nela vive nem se agita,
Os seus pés já não podem formar passos,
Lentamente as entranhas endurecem
E até os gestos gelam nos seus braços.
Mas os olhos de pedra não esquecem.
Subindo do seu corpo arrefecido,
Lágrimas lentas rolam pela face,
Lentas rolam, embora o tempo passe.
Sophia de Mello Breyner
Um incêndio de "origem criminosa" destruiu um carro e alastrou a uma casa, onde dormiam duas pessoas que ficaram intoxicadas, na madrugada de ontem, em Barracão, na Guarda.
"Alguém me quer fazer mal", afirma Manuel dos Santos, proprietário do veículo e da habitação, adiantando que o fogo, de "origem criminosa", causou também um enorme susto, pois rondou um depósito de combustível de grande porte.
O fogo começou às 04h30, numa viatura estacionada em frente da habitação, onde dormiam dois empregados de Manuel Santos, um empresário ligado à comercialização de leitões.
Em circunstâncias ainda por esclarecer, as chamas consumiram o carro e alastraram à casa, tendo provocado ferimentos ligeiros nos dois inquilinos, de 28 e 40 anos, que fugiram para a rua em cuecas e intoxicados pelo fumo intenso.
Os feridos foram assistidos no Hospital da Guarda e receberam alta pouco tempo depois. O incêndio destruiu um Renault Clio comercial e provocou estragos na casa.
"Podia ter acontecido uma tragédia, porque na cozinha estavam duas botijas de gás e a 10 metros um depósito de combustível", afirma Manuel dos Santos, salientando: "Só há uma explicação para isto, foi fogo posto e o autor agiu por vingança".
in Correio da Manhã
Pq é que as pessoas fazem isto umas às outras? Pq não são directas e dizem cara a cara o q sentem em vez de se deixarem chegar a estes extremos, indesculpaveis, q a todos fazem mal, matando e por vezes magoando? A fronteira entre a maldade e o crime é tão tenue... Dizem q não existe maldade nem bondade, que todos somos as duas coisas, mas uns puxam fogo aos carros e outros não.... uns tentam atropelar e outros não tentam sequer matar uma mosca...:(
Ouvi esta expressão pela 1ª vez no fabuloso "Clube dos Poetas Mortos" (um dos meus filmes preferidos, que vi e revi inúmeras vezes), o q por sua vez me levou a descobrir o poeta (um dos meus poetas preferidos, que leio e releio vezes sem conta) atrás das palavras recitadas no filme:
Aproveita o dia
O tempo foge
e a flor que hoje sorri
amanhã estará moribunda.
O poeta é Walt Whitman, acho.
Hoje em dia fala-se muito na moda de ser carpe diem. Se é moda, não sei, mas é a 'minha' moda ou o que eu acredito q deve ser. Tudo muito zen, muito zen, e muito amor à mistura. E quando a vida nos levar para coisas boas :) há que saber aproveitar bem, até ao fim. Como dizia... Yeats? (outro dos poetas que descobri no filme supracitado)
'sugar todo o tutano da vida e não, quando morrer, descobrir que não vivi'
E agora descobri q tenho de ir porque passei a manhã toda a postar e o trabalho não espera por mim! ;-)
Zé Maria foi ontem ?resgatado? pela família, que o levou para a sua casa em Barrancos. Depois dos momentos conturbados da madrugada do passado sábado, quando foi ?salvo? de uma tentativa de suicídio, o vencedor da primeira edição do ?Big Brother? deslocou-se ontem à sua casa em Lisboa com os pais e os irmãos para ir buscar alguns pertences.
Apesar de ter já quase quarenta anos, a Digital MonaLisa causa ainda estupefacção pela qualidade e beleza captada através de um dos primeiros scanners, um aparelho rudimentar denominado flying spot digitizer, por vezes também conhecido por Charactron, dado que era capaz de analisar adequadamente a imagem que deveria reproduzir.
Produzida em 1965 por H. Philip Peterson da Control Data Corporation, esta obra, que poderá muito bem ser considerada como um antepassado próximo de arte ASCII (que emprega apenas caracteres) foi concebida com recurso a um sistema especial com vista a reproduzir as diversas tonalidades do original.
O quadro de Leonardo Da Vinci foi dividido idealmente em 100 mil pontos com os seus respectivos valores de luminosidade. Em seguida estes valores foram convertidos em padrões de caracteres sobrepostos, uma operação que permitiu simular até 100 tons de cinzento.
Com o passar dos anos, a máquina utilizada para produzir esta obra foi destruída, conhecendo-se actualmente muito poucas cópias originais do trabalho, para além das que existem no Museu do Computador em Boston e no Museu da História da Informática em Moutain View, ambos os locais nos Estados Unidos.
No site Digital MonaLisa é possível obter mais informação sobre esta lenda clássica contemporânea, observar em pormenor a imagem e ler as referências que Ted Nelson, que idealizou o conceito de hipertexto 20 anos antes de este surgir, fez a ela no seu livro Computer Lib/Dream Machines.
in Tek.Sapo

Ontem não postei e hj que estou especialmente ternurenta é de aproveitar.
Estava com saudades de blogar mas precisei de parar. A vida é tão complicada...o que vale é que no meio do desespero Deus e os seus anjos me seguram.
Ontem aconteceu-me uma coisa surrealista ontem: uma pessoa tentou atropelar-me quando me coloquei à frente do seu carro para lhe tirar nota da matrícula. Foi de loucos.
Por isto e tantas outras coisas é que nós todos precisamos de paz, de miminhos e beijinhos...:)) Só quem não 'viveu' pode desprezar esta enorme 'sede' de paz...que cada um expressará da forma que lhe for mais natural.
Meus queridos, uns que nem sei quem são,, outros que sei, outros que sabem quem são .... Um olá especial a todos os que me lêem e mesmo aos que não me lêem. Sim, sou sentimental, romântica e uma absoluta querida. Pq acredito que é preciso reafirmar o Amor, palavra que escrevo com A grande porque a vivo intensamente e com paixão. 
Saber ser Homem, saber ser Mulher é também assumir os medos, ousar confiar, ousar dar-se, ousar dizer em público os afectos. Não sei se vos diria tudo isto se estivesse ao vivo convosco. Talvez vos desse apenas um enorme abraço.
Hoje qdo fui às compras estavam uns jovens à entrada com uns sacos de plástico. Pediam simpaticamente às pessoas que levassem os sacos para dentro do supermercado e q na volta trouxessem coisas simples mas essenciais, como arroz, massas, leite. Nada que afectasse um orçamento. No entanto a maioria recusou os sacos e evitava os voluntários do Banco Alimentar como se fossem um cancro. Como se não fosse problema delas. Mas é problema delas! É problema nosso. É problema de todos. Não nos custa levar um saco e enchê-lo com coisas baratas mas que fazem a diferença para uma criança esfomeada. É tão fácil ajudar. E é tão bom ver a alegria e agradecimento naqueles olhos inocentes dos jovens que ajudam quem necessita. Só por isso vale a pena.