
É já este mês! ;)
O tempo voa.... e só lhe faz bem.... :)
Um comentador anónimo e sem pátria concerteza sem mais nada para fazer veio opinar, denegrindo-me, sobre o facto de eu citar ingleses em italiano e em francês e franceses em espanhol e em inglês. Caro senhor comentador anónimo, eu cito como muito bem entendo. E o que é a lingua original ou deixa de ser? Isso é tão relativo.... eu tenho a minha verdade mas acho que consigo conviver com as verdades dos outros. Se me soa melhor Lennon em italiano, os outros só tem de respeitar isso.... entendidos?
Ontem decidi final/ confirmar a veracidade do que se passa na Ilha de Faro e fui lá ver os anões albinos e os caçadores com binóculos, à noite, aluguei uma gaivota e pedalei silenciosa/ até à ilha. Ai chegada pude tomar contacto directo com a situação. Regulei os binóculos e fiquei à espreita. Não sabia muito bem o que ia encontrar, mas tinha vontade de ajudar a dar visibilidade a este caso, se me certificasse da veracidade da história. Uma espécie de blind date. Foi estranho. A situação não é usual para mim e o mundo com que me vi confrontada é um mundo que me é alheio. Alheio no sentido de se ver muito mal á noite e fazer muito frio, e nunca ter tido contacto tão directo com atrocidades como aquela que vi: homens com tacos de basebol, certamente importados, batiam em pobres coelhos anões albinos indefesos, espancando-os até á morte. Depois enchiam com eles sacos de batatas (sem estas, obvia/). Aqueles coelhos seriam certamente muito bonitos se os caçadores não os tratassem tão mal, com os paus, no intuito de os matarem, o que conseguem. O mar estava sereno e em redor dele estavam dispostas as estrelas da noite. Imagine-se o desespero daqueles animais sozinhos, imagine-se a dor daquelas mães coelhas albinas ao verem morrer os seus filhinhos. Uma vez enchidos umas dez sacas de batatas, com coelhos (não batatas), entraram num barquito, do qual tentei tirar a matricula, colocando a minha gaivota á frente, mas tentaram atropelar-me e conseguiram fugir.
È esta a dura realidade dos coelhos anões albinos....

PORRA PÁ
Encontrei isto escrito na margem de uma lista de supermerc/, mas não me lembro de ter escrito nem a que se referia tal devaneio. Devia estar a meio de alguma reunião, no duche ou ao telefone, a pensar em várias coisas ao mesmo tempo e só com uma mão disponivel para escrever.... Se as duas estivessem disponiveis a expressão podia ter sido muito pior....


Já não sei qd foi a 1ª x q recebi mail da Cosmo Genesis, amigos quiseram o meu bem e me permitiram o encontro com esta alegre religião alternativa que ressoa pela Terra. Aos amigos que desconheciam e mesmo aos conhecidos q desconheciam reencaminhei estas belas mensagens de paz como esta....Amo o tempo inteiro e a eternidade que germina em mim e á minha volta. Amo Deus em todas as coisas e em cada pessoa. Amo as casas que habito e os lugares que conheço. Amo a intimidade e a verdade....
Laurinda Alves
Soberbo o editorial de Laurinda Alves nesta Xis, a não perder! Foi escrito por ela mas podia ter sido escrito por qualquer um de nós....
Era uma chatice se tivéssemos que calcular os sorrisos e os beijos!
Paixão. Atirou-lhe rosas vermelhas que a magoaram
Na cara. Levantou as saias (num gesto espontâneo
de Protecção) e cobriu-a com o algodão leve da combinação.
Havia lágrimas. Como havia alguma podridão de espírito
A embaciar as vidraças. Um raio de sol casto atravessou-as
E, por um ponto único, deu-lhe a mão, pedindo-lhe que as
Baixasse.
Maria Gabriela Llansol
Revi hoje este filme pela segunda vez. Continua a incomodar-me a extrema violência, aquele ódio a consumir os corações de pessoas como nós. Pensei que desta vez, porque já tinha visto, não me iria sensibilizar tanto. Mas o prazer que os carrascos retiram de ver o sofrimento alheio, prazer que é excitado pelo sofrimento, como se fosse um círculo vicioso infinito, a força dos olhares de Jesus, Maria e Madalena, em interpretações soberbas, cheias de força. Todo o filme é extremamente intenso. Independentemente dos efeitos que este tema actualmente possa suscitar na política internacional e da fé 'devastadora' de Mel Gibson, creio que se trata de 'factos'. Factos tal como são retratados na Bíblia Sagrada. Concerteza que um católico verá o filme de uma forma que o não católico nao poderá ver. Apesar disso, se nos lembrarmos que são 'factos' e se nos abstrairmos da 'culpa', poderemos apreciar um filme a todos os títulos marcante. Até ao fim, mesmo depois de acabar. E mesmo pelo segunda, terceira, quarta vez.

Li algures um artigo no qual se dizia que muitas das coisas que lemos na internet são falsas, nomeadamente a atribuição de textos a autores errados, sublinhando-se que a intenet é assim uma fonte de desinformação ao mesmo tempo que é uma fonte de informação. Devemos estar atentos, pois os autores merecem todo o nosso respeito quer pelo seu trabalho, quer pelas pessoas lindas que tantos são.
Mas por vezes, o teor dos textos, incorrectamente atribuidos a autores errados, toca-nos no mais fundo da alma. Ficamos em dilema entre o respeito devido aos autores e o que aquelas palavras, que não se sabe de quem são, fazem por nós... e por vezes salvam-nos, segurando-nos nos momentos mais dificeis da vida.
O que me leva a concluir que tão importante como o nome que assina um texto, é o que nos diz esse texto. Quem sabe quem assina com o nome de outro, mais famoso, não encontrou nisso a única forma de fazer ouvir a sua voz? E que vozes, por vezes vêem ao nosso encontro! Vozes de amigos verdadeiros, porém desconhecidos...
Duvido que a ser como se diz uma paródia o caso tivesse chegado, como chegou a jornais de tiragem nacional! Bem sei que (des)comunicam,mas não acredito que chegassem a este nivel de mentira.Saber apagar e apagar-se
penosa necessidade
Acender o cachimbo lentamente
fingir que não se ouve não se sente
Em silêncio dizer com os olhos muito longe
Felicidade felicidade
(Mário Dionísio)