sábado, agosto 14, 2004

Opinar (ainda o nosso PM)

Os politicos, os jornalistas e os cidadãos têm o direito a se pronunciarem sobre o nosso PM, mas não para se pronunciarem sem critério. E o que está a faltar, o que mais uma vez se verifica por parte de quem publicamente fala é uma manifesta falta de critério, ou então um critério assente numa parcialidade, que favorece uns politicos e prejudica outros, mas neste caso tudo converge para prejudicar o nosso PM.

Ou falam mal de todos os politicos ou não falam mal de nenhum! Isto é que é igualdade. Que mal lhes fez o nosso PM?

Vi muitas ofensas nas outras legislaturas, mas o nosso PM é um alvo fácil, porque é um homem sem papas na lingua e incomoda.

Independentemente de concordar ou não com jornalistas, outros cidadãos (para eles toda a minha solidariedade) e os políticos de oposição (agora maior porque o nosso PM está praticamente sozinho....) num ou noutro aspecto, acho um atrevimento de todo o tamanho este de estarem constantemente a bater no mesmo 'ceguinho', como se o nosso PM fosse o saco de pancada de todas as frustrações!!

A comunicação social, que tem um e so um dever, que é informar com imparcialidade, está a cumprir o seu papel? Não, está a favorecer, mais uma vez, uma opinião em prejuizo de outras opiniões. Não creio que esteja já nas mãos dos jornais e tvs o controle da situação, mas há com certeza uma hieraquia neste país.

Porque é que de uns politicos se fala bem e de outros não? Qual o critério?

Tenho-me na conta de imparcial, e de me esforçar para o ser, o que, não raras vezes, me traz dissabores. Em suma, não há um caminho, mas múltiplos caminhos, e todos profunadmente individuais, mesmo que as paisagens sejam semelhantes.



bela testa! é a testa de um PÃO!

sexta-feira, agosto 13, 2004

Palhaços (1)

E aqui inauguro uma nova rubrica dedicada aos palhaços, esses amigos da infância que todos trazemos dentro de nós.*



Goto de palhaços...:)



Para todos os palhaços, segue daqui um abraço apertado :-)

Porque há uma Cinderela em cada mulher...


..... sapatinhos de cristal para o fim-de-semana...:)

Este homem é um Pão! (2)

Sei que ainda ontem manifestei (se não é para isso que servem os blogues, não sei para que servem....) o meu apreço por este homem carismático e polémico tão injustamente vilipendiado pela classe política portuguesa, com o beneplácito da (des)comunicação social, mas é superior ás minhas forças resistir a tanto charme. Digam lá que não é a pose de uma verdadeira pessoa de bem...:)

quinta-feira, agosto 12, 2004

Este homem é um Pão!

Naturalmente que não sou alheia ao facto de o nosso PM ser um verdadeiro pão ;)
Que charme. E, tal como eu, sabe capitalizar toda a atenção que lhe é dedicada. Mesmo se cheia de energias negativas. Há pessoas muito invejosas da superioridade natural de quem nasceu com berço. Tal como eu, o PM acredita certamente que toda a publicidade é boa publicidade ;)

Estava já de saída...

Hoje é dia de emoções fortes :) Estava quase quase a sair daqui, que os meus olhos são fortes mas não tanto, quando, a navegar pela blogosfera, encontrei outro blogue que foi um amor à 1ª vista! Já ali está com as outras flutuações. Púrpura Secreta, um blogue a não perder!

Não foi escrito por mim, mas podia ter sido...;)

E agora, descansar que a noite não espera por mim....

quarta-feira, agosto 11, 2004

O direito à indignação




Hoje irritei me como sempre me irrito contra a intolerância, venha ela de quem vier, das pessoas de quem mais gosto ou de quem não gosto ou ignoro. Por norma e para bem da minha saúde mental hà coisas que me passam ao lado, por demasiado pequenas.

Mas não deixo passar em branco certas atitudes e palavras ditas com gratuitidade e leviandade, por pessoas que não têm sequer consciência da profundidade de sentimentos e paixões que atingem, cegas a não ser para os seus próprios conceitos racionalizados e abstractos.

Porque é que quando se fala de religião se fala em beatice? Uma coisa é igual a outra? Sabemos bem que não. Não generalizemos opiniões, que são apenas isso, opiniões, não as generalizemos pretendendo transformá-las no supra-sumo da verdade, convictos de que as coisas são como as pensamos! Tudo é relativo.

A minha verdade é uma. Mas acho que sei conviver com as verdades dos outros, desde que não me digam que a minha não presta. O mais importante do que agora digo nem é o que se diz - é a liberdade de falar de Fé sem se ser achincalhado.

Mas isso não é o mais importante. Importante é o que nos dá sentido à vida. E o que dá sentido à vida de cada um temos de respeitar, pois estaremos a honrar também o ser humano que existe em nós.

Falar de Fé como se fosse uma "coisa" revolta-me e entristece-me. Não costumo ir à Igreja, e acho até que não sei rezar. Mas peço todos os dias a Deus que me ajude e aos meus familiares e amigos.

E esse Deus que alguns escamoteiam e renegam, a mim ajudou-me. Ajudou-me a preparar para o pior que pudesse acontecer. Por acaso, simplesmente por acaso não aconteceu o pior.

Não preciso de ver Deus para saber se Deus existe. Na verdade não sei. O que é a verdade? Alguém sabe....?

As flores sempre sábias

Encontrei um blogue sublime! É a Linguagem das Flores e com prazer me apressei a juntar o seu aos meus links.

Vi e revi e não resisto a partilhar este post da Jacky:

"Orquídeas ao sol



Flores inclinadas exprimem humildade, como estas orquídeas que, recatadamente, se inclinam perante o sol..."

É caso para dizer, que, a Linguagem das Flores é um dos melhores blogues que já vi por essa blogosfera fora....

:)

Mulheres!

Chavela Vargas

Jane Monheit

Norah Jones

Cesaria Évora

Maria João e Aki Takase

Tayti

Joss Stone

...mesmo aqui ao pé de mim.

Valem a pena, toda a pena, todas elas.

:)

Uma boa (má) acção?



Há cerca de dois anos inscrevi uma menina como leitora de uma biblioteca. A pequena tem agora 7, quase 8, anos e mostrou-me um dos livros que trouxe da biblioteca. É um daqueles livros com muitos bonecos e poucas letras (ela mal sabe ler ;)) mas msotrou-me com tanto orgulho que eu senti-me bem. Ela agora vai regularmente à biblioteca e sempre que entrega o livrito traz outro de volta. O funcionário, bem jeitoso por sinal >;), já a conhece muito bem e tem sempre uma selecção de livros para os mais pequenos.

As boas acções não precisam de ser grandes nem têm de resultar logo. Só o tempo e a boa vontade fazem com que perdurem. E isso faz-nos sentir bem. Foi isso que senti quando ela me mostrou o livro.

Ela ainda terá um grande futuro :)

domingo, agosto 08, 2004

O amor não deve doer

Terminava assim um livro que li há uns anos e de cujo nome não lembro agora. Facilmente esquecível. Só me ficou esta frase e ela vale o livro inteiro.
A perversidade disto é que o amor para ser amor tem de doer um pouco, mas se dó demais, corre o risco de acabar. O amor, pela natureza que lhe intuo e referencio como minha, tem de ser livre, alegre. Se dói muito é mau sinal. Sinal de que as cobranças estão a um passo de se iniciar, que as tristezas se insinuam, que a 'graça' se perde. E perdendo essa graça divina, esse 'sopro divino' não adianta nada mais. Tudo tem o seu tempo e o seu ritmo próprios, como os têm a lua, o sol, a terra, nós e o amor.

Sabedoria antiga numa das minhas encarnações ;)

terça-feira, agosto 03, 2004

The Iron Man



Quase a completar 56 Primaveras, Jeremy Irons é como o vinho do Porto.... cada vez melhor ;)

E começo aqui a rubrica 'iron man' dedicada especial/ a Jeremy e a outros pães que me ocorrerem. 'iron man' c/ sinónimo de virilidade, masculinidade, aliadas á beleza e á ternura etc e tal!

segunda-feira, agosto 02, 2004

Mostrai-me as anémonas

Mostrai-me as anémonas, as medusas e os corais
Do fundo do mar.
Eu nasci há um instante.

Sophia de Mello Breyner





Faz hoje um mês...

Mas Sophia não morreu.... Sophia não morre: a sua poesia é sempiterna.

domingo, agosto 01, 2004

Alma Flutuante

Teremos tido alguma vez o que julgamos ter perdido?
Quisemos a presença permanente mas nunca a tivemos
Nalgum momento feliz nalgum lugar propício
amámos a integridade de um corpo como uma chama de universo
Mas se esse momento durou com a verde intensidade de um bosque
e foi como se tocássemos o tronco de uma estrela
em breve se apagou o lume que dançava em flutuantes corpos....


Antònio Ramos Rosa