sábado, fevereiro 03, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Lua adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
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terça-feira, dezembro 26, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
Adeus Pinochet
Nele se inspirou o inventor da bebida com nome quase igual: Panachet, uma mistura de seven up com cerveja a simbolizar aquilo que é leve e aquilo que é rude na vida. Muitos o julgaram. Tribunais e pessoas. Todos o condenaram. Mas tudo é relativo. A minha verdade é uma. Mas acho que sei conviver com as verdades dos outros, desde que não me digam que a minha não presta. E consigo pôr-me no lugar de Pinochet e compreender que quase ninguém o compreendeu, enquanto todos foram prontos a julgá-lo e a dizer que a sua visão do mundo não prestava. Consigo imaginar a sua mágoa, a sua fúria. TODAS AS OPINIÕES SÃO RESPEITÁVEIS. Até porque não passam disso, de opiniões. Adeus, Pinochet. Daqui segue para ti o meu abraço apertado.*terça-feira, novembro 28, 2006
Às vezes penso (2)
Para todos os vitelinhos, que diariamente se sacrificam para que possamos comer os nossos bifes, segue daqui o meu abraço apertado.
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Às vezes penso
Às vezes penso nisso:
O bife que acabei de comer
pode não ser de vitela
mas de coelho anão albino.
E de algum modo
o meu coração
fica pequenino.
Para os coelhos anões albinos, que nunca esquecerei, segue daqui o meu abraço apertado.
Para os coelhos anões albinos, que nunca esquecerei, segue daqui o meu abraço apertado.
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quarta-feira, outubro 04, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
sexta-feira, agosto 11, 2006
domingo, julho 02, 2006
O amor
O amor é lindo de verdade!
Feliz de quem ainda o sente!
Ele não escolhe cor nem idade
e ocupa por inteiro a nossa mente.
O amor é louco podem crer!
De olhos fechados, cresce e avança...
Atropela quem a frente se meter
e enche o coração de esperança.
São assim as coisas do coração.
E quando se curte uma paixão
ficamos como que embriagados.
Oh Deus! Abençoada ilusão...
que nos enche de amor o coração,
e vivemos tão felizes apaixonados.
Biazocas
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sexta-feira, junho 23, 2006
domingo, maio 21, 2006
Comunhão
Reprimirei meu pranto!... Considera
Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram,
Quantos as mãos incertas levantaram
Sob este mesmo céu de luz austera!...
— Luz morta! amarga a própria primavera! —
Mas seus pacientes corações lutaram,
Crentes só por instinto, e se apoiaram
Na obscura e heróica fé, que os retempera...
E sou eu mais do que eles? igual fado
Me prende á lei de ignotas multidões. —
Seguirei meu caminho confiado,
Entre esses vultos mudos, mas amigos,
Na humilde fé de obscuras gerações,
Na comunhão dos nossos pais antigos.
Antero de Quental
Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram,
Quantos as mãos incertas levantaram
Sob este mesmo céu de luz austera!...
— Luz morta! amarga a própria primavera! —
Mas seus pacientes corações lutaram,
Crentes só por instinto, e se apoiaram
Na obscura e heróica fé, que os retempera...
E sou eu mais do que eles? igual fado
Me prende á lei de ignotas multidões. —
Seguirei meu caminho confiado,
Entre esses vultos mudos, mas amigos,
Na humilde fé de obscuras gerações,
Na comunhão dos nossos pais antigos.
Antero de Quental
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sexta-feira, maio 05, 2006
Alma gémea....
A navegar por essa internet fora fui parar a um blogue brasileiro onde me senti em casa...:) Já está ali ao lado...;) Até o nome é parecido com o destas minhas flutuações, chama se Espuma Flutuante...:)Vi e revi e vi e revi e não resisti a partilhar esta imagem e mensagem sublimes que lá encontrei :)
Deste lado do Mar, um abraço apertado, Espuma, bem hajas...!
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sábado, abril 15, 2006
sexta-feira, março 03, 2006
O Amor e o Tempo
Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.
Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.
– «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»
Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
– «Por que voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» – Nesse momento.
Volta-se o Amor e diz com azedume:
– «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!»
António Feijó
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.
Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.
– «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»
Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
– «Por que voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» – Nesse momento.
Volta-se o Amor e diz com azedume:
– «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!»
António Feijó
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sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Telepatia
Telepatia, silêncio, calma
Feitiçaria da tua alma
Passo a passo, sem ter medo
Abrímos, soltámos o nosso segredo
E a sorrir devorámos o mundo
Num abraço tão profundo
Telepatia, sem contratempo
Deixei-te um dia, num desalento
E eu sonhava, existia
P'ra sempre, p'ra sempre foi pura poesia
Sem pensar não vi que passavas
Pelo meu corpo não ficavas
E a sorrir devorámos o mundo
Num abraço tão profundo
Telepatia, silêncio, calma
Feitiçaria da tua alma
Telepatia
Telepatia....
Lara Li

Gustav Klimt
Feitiçaria da tua alma
Passo a passo, sem ter medo
Abrímos, soltámos o nosso segredo
E a sorrir devorámos o mundo
Num abraço tão profundo
Telepatia, sem contratempo
Deixei-te um dia, num desalento
E eu sonhava, existia
P'ra sempre, p'ra sempre foi pura poesia
Sem pensar não vi que passavas
Pelo meu corpo não ficavas
E a sorrir devorámos o mundo
Num abraço tão profundo
Telepatia, silêncio, calma
Feitiçaria da tua alma
Telepatia
Telepatia....
Lara Li
Gustav Klimt
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sexta-feira, janeiro 06, 2006
terça-feira, dezembro 20, 2005
Afia querido
Gosto de afias antigos, em que se mete o lápis e roda, afias que não se rendem às modernidades vazias, que
.......................não torcem a coluna em vénias, não dizem amen a tudo o que é escrito
...... por iluminados
.......................só porque sim/para agradar
para não destoar do sorriso de plástico da fotografia artística.
.......................não torcem a coluna em vénias, não dizem amen a tudo o que é escrito
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.......................só porque sim/para agradar
para não destoar do sorriso de plástico da fotografia artística.
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sexta-feira, novembro 25, 2005
quarta-feira, outubro 12, 2005
sábado, setembro 17, 2005
terça-feira, agosto 30, 2005
ideia de fome
sou por principio contra os tupperwares e outros plasticos dentro do frigorifico, a favor da fruta fresca, colorida, boémia e simples, contra os movimentos contra a comida pré-congelada (o que é ao certo aquilo a que as nossas elites chamam desdenhosamente de fast food?), sou pelo mercado e pelas castanhas, pela liberdade dos coelhos anões albinos, pelas cenouras, e pela abóbora quando não há canouras, mas se comigo ou com os meus uma fome terrivel acontecesse, se não tivessemos nada para comer depois de uma grande caminhada, não juro nada, mas se bem me conheço (que é isso de nos conhecermos?) seria bem capaz de ir ao macdonalds e os hamburgueres a que tenho direito só a ferros sairiam de dentro de mim.
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segunda-feira, julho 18, 2005
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