O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.
Clarice Lispector
quarta-feira, novembro 21, 2007
quarta-feira, outubro 31, 2007
sábado, setembro 29, 2007
Verdade simples
O mundo de quem amamos pára sempre um pouco por nossa causa... há algo melhor que sentirmos que fazemos o mundo de alguém girar?
segunda-feira, setembro 24, 2007
Naomi Soloman por Bill Cooper
(...)
Onde é que eu já lera
o que sentia, até a
minha alheia melancolia?
Manuel António Pina
n. 1943
A melancolia está para mim como o sol está para as flores. Hoje estou melancólica.
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domingo, setembro 23, 2007
É preciso morrer e nascer de novo
... é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração
Mafalda Veiga
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver
e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração
Mafalda Veiga
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quinta-feira, agosto 09, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
Languidez
Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...
E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...
Florbela Espanca
.
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...
E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...
Florbela Espanca
.
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sábado, junho 16, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
e lembrei-me...
Há uma frase que me baila na cabeça desde que a li num livro de poesias....
"Peço-te que venhas e me dês um pouco de ti mesmo onde eu habite"
Sophia de Mello Breyner Andresem
"Peço-te que venhas e me dês um pouco de ti mesmo onde eu habite"
Sophia de Mello Breyner Andresem
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quarta-feira, maio 16, 2007
Como é piroso...
Palavras de mel,
Sofridas sentidas e imaginadas,
Coisas sonhadas e desejadas,
Que numa calma aparente
São um turbilhão ardente,
Como adrenalina descontrolada,
Tudo tudo só pela sua amada,
Tudo só por um beijo,
Um sinal do seu desejo.
O coração acelera,
Tudo o resto pára e espera,
Agora é tempo de amar,
É a vez do amor tomar lugar
E quando assim é
Nada nem ninguém o pode parar,
Depois logo se vê,
Depois alguém irá pensar.
Por agora é só amor...
E como é
...piroso assim um amor maravilhoso.
brgigas
Sofridas sentidas e imaginadas,
Coisas sonhadas e desejadas,
Que numa calma aparente
São um turbilhão ardente,
Como adrenalina descontrolada,
Tudo tudo só pela sua amada,
Tudo só por um beijo,
Um sinal do seu desejo.
O coração acelera,
Tudo o resto pára e espera,
Agora é tempo de amar,
É a vez do amor tomar lugar
E quando assim é
Nada nem ninguém o pode parar,
Depois logo se vê,
Depois alguém irá pensar.
Por agora é só amor...
E como é
...piroso assim um amor maravilhoso.
brgigas
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sexta-feira, abril 06, 2007
Crianças da ilha de Faro

Fiquei um pouco surpreendida por receber hoje uma carta das crianças da Ilha de Faro, a falar dos seus sentimentos para comigo e para com os coelhos anões albinos, a dizerem como têm saudades dos tempos da nossa luta por um mundo melhor.
Para vocês, meus queridos, segue daqui um abraço apertado* Também eu tenho saudades desses dias de coragem, mas a minha família agora desfaz-me os comprimidos na comida :/
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quinta-feira, março 15, 2007
sábado, fevereiro 03, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Lua adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
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terça-feira, dezembro 26, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
Adeus Pinochet
Nele se inspirou o inventor da bebida com nome quase igual: Panachet, uma mistura de seven up com cerveja a simbolizar aquilo que é leve e aquilo que é rude na vida. Muitos o julgaram. Tribunais e pessoas. Todos o condenaram. Mas tudo é relativo. A minha verdade é uma. Mas acho que sei conviver com as verdades dos outros, desde que não me digam que a minha não presta. E consigo pôr-me no lugar de Pinochet e compreender que quase ninguém o compreendeu, enquanto todos foram prontos a julgá-lo e a dizer que a sua visão do mundo não prestava. Consigo imaginar a sua mágoa, a sua fúria. TODAS AS OPINIÕES SÃO RESPEITÁVEIS. Até porque não passam disso, de opiniões. Adeus, Pinochet. Daqui segue para ti o meu abraço apertado.*terça-feira, novembro 28, 2006
Às vezes penso (2)
Para todos os vitelinhos, que diariamente se sacrificam para que possamos comer os nossos bifes, segue daqui o meu abraço apertado.
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Às vezes penso
Às vezes penso nisso:
O bife que acabei de comer
pode não ser de vitela
mas de coelho anão albino.
E de algum modo
o meu coração
fica pequenino.
Para os coelhos anões albinos, que nunca esquecerei, segue daqui o meu abraço apertado.
Para os coelhos anões albinos, que nunca esquecerei, segue daqui o meu abraço apertado.
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quarta-feira, outubro 04, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
sexta-feira, agosto 11, 2006
domingo, julho 02, 2006
O amor
O amor é lindo de verdade!
Feliz de quem ainda o sente!
Ele não escolhe cor nem idade
e ocupa por inteiro a nossa mente.
O amor é louco podem crer!
De olhos fechados, cresce e avança...
Atropela quem a frente se meter
e enche o coração de esperança.
São assim as coisas do coração.
E quando se curte uma paixão
ficamos como que embriagados.
Oh Deus! Abençoada ilusão...
que nos enche de amor o coração,
e vivemos tão felizes apaixonados.
Biazocas
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sexta-feira, junho 23, 2006
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