sexta-feira, maio 16, 2008

Vila Real contra as Barreiras

NAERA alerta para as dificuldades das pessoas portadoras de deficiência

A Semana das Engenharias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) com o tema “ajudar as pessoas com a tecnologia e acessibilidade” decorreu entre os dias 5 e 11 de Maio. O núcleo de alunos de Eng. de Reabilitação e Acessibilidades Humanas (NAERA) levou a cabo diversas actividades com o intuito de “sensibilizar” as pessoas não portadoras de deficiência para os problemas num “país pouco desenvolvido na área da reabilitação”. “Este é o primeiro evento organizado pelo núcleo do nosso curso, mas queremos fazer mais a favor da sensibilização das pessoas”, explicou David Fonseca, presidente do NAERA. Com uma exposição no centro comercial Dolce Vita de Vila Real, os alunos do recém-criado curso de engenharia da UTAD alertaram os visitantes para questões como a “mobilidade em cadeira de rodas ou sem recurso à visão” e ainda para a “necessidade de adaptação de brinquedos”, para as crianças portadoras de deficiência.

A iniciativa do NAERA abrangeu ainda o desporto “pois é uma das melhores formas de superar obstáculos”, referiu David Fonseca. A modalidade escolhida foi o basquetebol adaptado, com a equipa da APD Paredes a mostrar as suas habilidades na cidade vila-realense. A equipa a competir a nível nacional é orientada por Ana Lúcia, aluna da Licenciatura em Ciências do Desporto na academia transmontana. “Estas incitativas são muito importantes para a sensibilização, pois as dificuldades existem e é preciso alertar as mesmas”, referiu a treinadora. Quanto à modalidade, Ana Lúcia diz que é “ainda pouco conhecida”. “Apesar de haver competição a nível nacional, dividida em duas zonas, norte e sul, ainda é pouco conhecido o basquetebol em cadeira de rodas. Este tipo de iniciativas também são boas para a divulgação desta actividade.”

No final de uma semana dedicada à “sensibilização para a reabilitação”, David Fosenca fala com surpresa quanto ao número de visitantes. “Foram muitas as pessoas que passaram pelo Dolce Vita, não esperávamos tanta participação e tanto interesse por parte visitantes.” Para o responsável pelo NAERA este foi mais um passo para a “mudança necessária”. “É preciso organizar mais iniciativas como esta, para mostrar o que é preciso mudar e lutar contra as barreiras existentes em Portugal.”

Para o NAERA da UTAD, para Frederico Correia e para todas as pessoas portadoras de deficiência, segue daqui o meu abraço apertado.*

segunda-feira, abril 21, 2008

um piscar de olhos...

... dura um décimo de segundo.

e
o coração bate uma vez por segundo.

segunda-feira, março 17, 2008

Pessoas

.


Do outro lado do monitor.... há PESSOAS.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Quem pode saber...



... quem pode garantir, que Deus não existe?

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Segredos....




Um beijo é um segredo que se diz na boca e não no ouvido

Jean Rostand



Mais palavras para quê? Segredemos ;)

domingo, dezembro 16, 2007

Hoje sinto-me assim

Diva
Esplendorosa
Lambona
Boémia e
Simples.
E a provar q/ tal é possivel aqui temos a Marilin, de branco, a comer um cachorro quente e a beber uma cocacola. Só os pseudo qq coisa da nossa praça acreditam que o mundo é só preto ou só branco. O mundo é cinzento.Não cinzento de chato, cinzento de ser variedo. Viva a variedade, medida da liberdade!

quarta-feira, novembro 21, 2007

O que me tranquiliza

O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

Clarice Lispector

quarta-feira, outubro 31, 2007

Para todas as meninas do mundo...



... segue daqui o meu abraço apertado :-)

sábado, setembro 29, 2007

Verdade simples



O mundo de quem amamos pára sempre um pouco por nossa causa... há algo melhor que sentirmos que fazemos o mundo de alguém girar?

segunda-feira, setembro 24, 2007


Naomi Soloman por Bill Cooper

(...)
Onde é que eu já lera
o que sentia, até a
minha alheia melancolia?


Manuel António Pina
n. 1943

A melancolia está para mim como o sol está para as flores. Hoje estou melancólica.

domingo, setembro 23, 2007

É preciso morrer e nascer de novo

... é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar pra aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração

Mafalda Veiga

quinta-feira, agosto 09, 2007

quarta-feira, julho 11, 2007

Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...


Florbela Espanca

.

sábado, junho 16, 2007

quinta-feira, maio 17, 2007

e lembrei-me...

Há uma frase que me baila na cabeça desde que a li num livro de poesias....

"Peço-te que venhas e me dês um pouco de ti mesmo onde eu habite"

Sophia de Mello Breyner Andresem

quarta-feira, maio 16, 2007

Como é piroso...

Palavras de mel,
Sofridas sentidas e imaginadas,
Coisas sonhadas e desejadas,
Que numa calma aparente
São um turbilhão ardente,
Como adrenalina descontrolada,
Tudo tudo só pela sua amada,
Tudo só por um beijo,
Um sinal do seu desejo.
O coração acelera,
Tudo o resto pára e espera,
Agora é tempo de amar,
É a vez do amor tomar lugar
E quando assim é
Nada nem ninguém o pode parar,
Depois logo se vê,
Depois alguém irá pensar.
Por agora é só amor...
E como é
...piroso assim um amor maravilhoso.

brgigas

sexta-feira, abril 06, 2007

Crianças da ilha de Faro



Fiquei um pouco surpreendida por receber hoje uma carta das crianças da Ilha de Faro, a falar dos seus sentimentos para comigo e para com os coelhos anões albinos, a dizerem como têm saudades dos tempos da nossa luta por um mundo melhor.

Para vocês, meus queridos, segue daqui um abraço apertado* Também eu tenho saudades desses dias de coragem, mas a minha família agora desfaz-me os comprimidos na comida :/

quinta-feira, março 15, 2007

sábado, fevereiro 03, 2007

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Lua adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

terça-feira, dezembro 26, 2006

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Querido Pai Natal

Dá-me já uma bimby!

domingo, dezembro 10, 2006

Adeus Pinochet

Nele se inspirou o inventor da bebida com nome quase igual: Panachet, uma mistura de seven up com cerveja a simbolizar aquilo que é leve e aquilo que é rude na vida. Muitos o julgaram. Tribunais e pessoas. Todos o condenaram. Mas tudo é relativo. A minha verdade é uma. Mas acho que sei conviver com as verdades dos outros, desde que não me digam que a minha não presta. E consigo pôr-me no lugar de Pinochet e compreender que quase ninguém o compreendeu, enquanto todos foram prontos a julgá-lo e a dizer que a sua visão do mundo não prestava. Consigo imaginar a sua mágoa, a sua fúria. TODAS AS OPINIÕES SÃO RESPEITÁVEIS. Até porque não passam disso, de opiniões. Adeus, Pinochet. Daqui segue para ti o meu abraço apertado.*


terça-feira, novembro 28, 2006

Às vezes penso (2)

Para todos os vitelinhos, que diariamente se sacrificam para que possamos comer os nossos bifes, segue daqui o meu abraço apertado.

Às vezes penso

Às vezes penso nisso:
O bife que acabei de comer
pode não ser de vitela
mas de coelho anão albino.
E de algum modo
o meu coração
fica pequenino.

Para os coelhos anões albinos, que nunca esquecerei, segue daqui o meu abraço apertado.